domingo, 30 de novembro de 2014

Dark veils, dark dreams


"Quem sonha de dia tem consciência de muitas coisas que escapam a quem sonha só de noite." 
Edgar Allan Poe


 
|O concílio da Vingança, detalhe (1851), Francesco Hayez (1791-1882)

Perdida em sonhos (1835), Friedrich von Amerling (1803-1887)|



Ulyana sergeenko | Quatro cordas do violino, detalhe (1914), Edward Okuń (1872-1945)

Quatro cordas do violino (1914), Edward Okuń (1872-1945)

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Últimas leituras, últimas descobertas


Aprendi que a rainha Joana de Castela, retratada como louca, foi uma grande mulher que teve a grande infelicidade de ser traída pelos três homens que mais amava - pai, marido, filho.

Cheguei à conclusão que, apesar de adorar ler, haverá sempre livros cujas histórias não me irão cativar. Irei ter vontade de passar páginas à frente e de começar o livro seguinte e não há mal nenhum nisso. Há demasiados livros na prateleira, não precisamos de perder tempo com histórias que não nos agradam.

Gosto de ler romances no feminino. Sei que o casal protagonista, a donzela e o libertino, vão ser de classes sociais distintas e que a maioria dos personagens secundários vão estar contra a sua união. Sei que vão estar uma temporada separados, pois é nesse período de tempo que se apercebem que não vão ser capazes de viver um sem um outro. E, sei também, que, depois de todas essas peripécias românticas, os personagens principais vão ficar juntos mesmo no final. E, apesar de saber o final da história logo à partida, sei que gosto de ler romances destes por puro prazer e entretenimento.

Tenho de ler mais autores portugueses. E tenho de parar de julgar os livros pelas capas.

Descobri que a escritora Sandra Carvalho é uma Juliet Marillier portuguesa e só lamento não ter feito essa descoberta há mais tempo.

Por último, ler um livro sem nunca sequer ter ouvido falar dele ou sem ter lido a sinopse é embarcar numa grande aventura.

sábado, 22 de novembro de 2014

A Cinderela volta a perder o sapatinho

O novo filme da Disney, Cinderela, realizado por Kenneth Branagh, estreia em Março de 2015 e, apesar de todos já conhecermos a história, deve valer a pena, nem que seja para apreciar o trabalho da figurinista Sandy Powell. 


Apesar de o conto de fadas ser intemporal, Powell criou os magníficos vestidos como se eles tivessem sido concebidos nos anos 40 ou 50 para serem usados num filme de época do século XIX. As irmãs más da Cinderela querem-se ridículas por fora e cruéis no interior. Para vestir a própria Cinderela foi necessária uma reformulação da iconografia tradicional do conto. A figurinista não queria que Cinderela vestisse simples trapos, como habitualmente é retratada. Em vez disso, Powell optou por um vestido que começou por ser bonito, mas que se foi desgastando com o passar do tempo.





O mágico vestido azul celeste que a fada madrinha oferece a Cinderela na véspera do baile apresenta-se volumoso, composto por mais de uma dúzia de camadas de fina seda em diferentes tons de azul claro, turquesa e lavanda.







O tão desejado sapatinho de cristal foi desenhado em colaboração com Swarovski, e com base num sapato de 1890 que Powell encontrou num museu em Northampton. O salto de quase 13 cm e o facto de ser feito de cristal torna-o num sapato em que é praticamente impossível de andar.