terça-feira, 21 de outubro de 2014

Marshmallows de Halloween

O Halloween está a chegar e não há nada melhor do que comemorar com doces alusivos ao tema. Deixo-vos ideias para criarem marshmallows divertidos e originais. Podem ver como se faz cada um nos respectivos blogues.

 


 
 

domingo, 19 de outubro de 2014

Book collecting is a fascination

 “Book collecting is an obsession, an occupation, a disease, an addiction, a fascination, an absurdity, a fate. It is not a hobby. Those who do it must do it.”




terça-feira, 14 de outubro de 2014

Torrões de açúcar em formato caveira



Estas caveiras brancas e pretas, feitas de açúcar japonês, foram projectadas pelo artista Nobumasa Takahashi.   


Cada caixa contém 18 torrões e, tanto os pretos como os brancos, podem ser usados como açúcar normal.



segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Daniel Pennac - Os Direitos Inalienáveis do Leitor


1. O direito de não ler.

2. O direito de saltar páginas.

3. O direito de não acabar um livro.

4. O direito de reler.

5. O direito de ler não importa o quê.

6. O direito de amar os “heróis” dos romances.

7. O direito de ler não importa onde.

8. O direito de saltar de livro em livro.

9. O direito de ler em voz alta.

10. O direito de não falar do que se leu.

 Alfred Stevens (1823-1906)

Já não se escrevem cartas de amor


Os sentimentos já não se guardam no interior dos envelopes. As palavras escasseiam nas pequenas folhas de papel dobradas em três. Pobre papel… Este, sentindo-se rejeitado, permanece nos blocos, envelhecido e desgastado, ansiando pelo toque da esfera de metal que nunca passa para deixar um rasto de tinta, para deixar a marca de um grande amor.

O tempo escasseia para que se escrevam grandes prosas românticas. E já não há quem aguente a espera pela chegada das palavras de amor. Os dedos irrequietos percorrem as teclas do telemóvel, o teclado do computador, não há tempo a perder. Se a mensagem de amor não é respondida de imediato é porque algo de fora do normal teve lugar. Os pensamentos soturnos abrem caminho na mente envenenada de amor: ficou sem bateria? O saldo acabou? A Net caiu? Já não me ama?! Só há descanso depois do pequeno envelope começar a piscar de novo no ecrã minúsculo.

As folhas em branco têm saudades de serem amarrotadas e deitadas fora em ataques de falta de inspiração. Os envelopes têm um desejo masoquista de sentirem a lâmina a rasgar parte de si, de serem abertos pelas mãos trémulas do enamorado ansioso, depois de dias, semanas de espera. Se não há inspiração basta um delete. Para abrir a esperada mensagem de amor um clique é suficiente. Já não há encanto?

Dantes o amor parecia mais real, cara-a-cara, corpo a corpo e por carta. Será? E se uma carta de amor for sempre uma carta de amor, independentemente do meio pelo qual é enviada? E se as grandes prosas de amor forem enviadas em tamanho de quatro mensagens ou num e-mail bastante pesado? Talvez o conteúdo não mude. Talvez apenas os meios se alterem, mas os sentimentos permanecem os mesmos.


Publicado originalmente no Esta Jornal, 23 Dezembro 2010